quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mais um dia....tentando!

Boa Noite, caros!

Que frio que faz em São Paulo. Odeio o frio. Se ainda estivesse em Nova York, Paris, Londres ou então em qualquer parte da Europa, mas aqui no Brasil... Coisa de pobre! Passar frio em casas ( as nossas) sem a menor estrutura para suportar baixas temperaturas é o ôooooooo! Coisa de Pobre!


 E outra, e quem vive nas ruas? Quem não tem ao menos uma malha para poder se esquentar neste frio? Então falar que gosta desse frio, não tem sentido....
 A vida em São Paulo está ficando difícil, gente as pessoas não possuem a menor educação. Não conseguem ouvir direito, não sabem falar o bom português corretamente. Os carros tomaram o lugar das pessoas nas calçadas e nas faixas para pedestres, é o caos absoluto! Como diz a minha querida amiga Thaís Reder que mora na Zona Norte e que dá um duro danado todos os dias para poder "sobreviver". Uma pessoa tão educada como ela, que aprendeu e que sabe o que é bom, e que se  desiludiu com a vida e com as pessoas, que não tem sequer o direito de viver  com dignidade nessa altura na vida, é o fim?!



Minha amiga Thaís Reder em seu tempo de escola

Tempo feliz esse, onde as pessoas aprendiam e podiam aprender e estudar decentemente respeitando colegas da escola e também nossos professores. Que diferença, hoje quando os pais dos alunos dão surras nas diretoras e professores da escola, e os próprios alunos são incentivados pelos pais á irem armados para a escola e a matarem os colegas de sala de aula.



                                                          Thaís amiga querida


Hoje, tentando sobreviver e viver... Numa sociedade sem pé e nem cabeça, onde o que vale é o desrespeito, a malandragem, a falta de civilidade com o outro.
Só cabe á nós fazer a diferença....
Vale a pena tentar...!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Estudando....


Hoje, começo uma nova fase em minha vida... Vou passar em um concurso público e ponto. Chega de ganhar salário minímo. Isso ofende a minha inteligência, coloquei na minha cabeça que vou passar e pronto. O que prá mim é algo muito difícil, pois quando eu não gosto de alguma coisa que eu tenho que estudar, aí fica muito mais difícil, diria impossível, pois não tenho disciplina nenhuma para estudar, e na verdade confesso me falta determinação. Livros, testes, simulados e provas....
Sei que preciso ( e vou!) estudar muito e correr atrás do prejuízo que tive ao longo de todos esses anos que acabei não escutando o que meus pais diziam sobre carreira pública e estabilidade finaceira. Achava uma coisa pobre e de pobre. E olha eu aí, mais pobre do que perder tempo e não aprender nada em empresas de call center que sugam até a última  gota de sangue e humilham a nossa inteligência.... Tenm coisa mais pobre que isso??  Claro, que não.
As coisas estão muito complicadas, os chefes não  valorizam mais seus funcionários que se tornaram apenas mais um número, um registro.
Eu vou passar num concurso, eu vou estudar e me esforçar ao máximo. Vou orgulhar  meus pais, o Dan e principalmente a mim mesma. Vou me dedicar, vou procurar  conseguir o que nunca tive num emprego privado. Sossego e estabilidade financeira. Torçam por mim!!

domingo, 3 de julho de 2011

Vamos fazer a nossa parte?

Então... Só estamos nesse mundo para habitar, ou vamos fazer a diferença de fato e existir? Vivemos num mundo sujo, com pessoas imundas e porcas, relaxadas com o nosso planeta que é a nossa casa.

Hoje em dia, só nós podemos fazer a diferença e nos organizar em prol de algo maior. A nossa vida agradece. Vejo uma coisa na empresa que trabalho que me deixa louca. A imundice das pessoas por todo lugar...



Nas mesas do refeitório, nas cadeiras, no banheiros então, tem dia que fico apertada, e espero chegar em casa, pois as faxineiras da empresa não conseguem dar conta de tanta sujeira,até as paredes ficam sujas, fede, é um problema social de muita cara de pau, falta de civilidade, misturada com nenhma educação. Principalmente vindo de mulheres.... A questão de não saber utilizar um absorvente.... Isso deveria ser automático!
Fico horrorizada! E não sou só eu não!
Depois dizerm que condição social e cultura não fazem diferença, na prática, estou chegando a conclusão que faz toda a diferença, nas coisas práticas do dia- a-dia.



Custa muita utilizar um banheiro de maneira organizada e mantê-lo limpo?


Isso se trata de uma questão de sobrevivência. Brasileiro, de um modo geral é porco, não tem consciência de econômia e nem sabe viver no coletivo, não possui nenhuma responsabilidade social e gosto de dar um jeitinho em tudo! Até na sujeira...



Eu me envergonho disso!
 Vamo fazer diferente, vamos mudar isso.

Comece dando o exemplo, nâo jogue lixo em lugares públicos, economize água, energia, faça a coleta de lixo de sua casa de maneira organizada, mantenho os espaços coletivos de sua empresa organizados, pense no outro. Tenha responsabilidade no ambiente em que você vive e convive. Recicle.




                                                        Preserve, não destrua a nossa casa!





A vida e o planeta agradecem!

São Tomás de Aquino


 - O Pensamento de São Tomás de Aquino (1225-1274)



Depois de oito séculos marcados por uma filosofia voltada para a resignação, a intuição e a revelação divina, a Idade Média cristã chegou a um ponto de tensão ideológica que levou à inversão quase total desses princípios. O personagem-chave da reviravolta foi São Tomás de Aquino (1224/5-1274), o grande nome da filosofia escolástica (leia quadro abaixo), cujo pensamento privilegiou a atividade, a razão e a vontade humana.




Numa época em que a Igreja ainda buscava em Santo Agostinho (354-430) e seus seguidores grande parte da sustentação doutrinária, Tomás de Aquino formulou um amplo sistema filosófico que conciliava a fé cristã com o pensamento do grego Aristóteles (384-322 a. C.) – algo que parecia impossível, até herético, para boa parte dos teólogos da época. Não se tratava apenas de adotar princípios opostos aos dos agostinianos – que se inspiravam no idealismo de Platão (427-347 a. C.) e não no realismo aristotélico – mas de trazer para dentro da Igreja um pensador que não concebia um Deus criador nem a vida após a morte.



A porção mais influente da obra de Aristóteles havia desaparecido das bibliotecas da Europa, embora tivesse sido preservada no Oriente Médio. Ela só começou a reaparecer no século 12, principalmente por meio de comentadores árabes, conquistando grande repercussão nos círculos intelectuais. As idéias de Aristóteles respondiam melhor aos novos tempos do que o neoplatonismo. Vivia-se o período final da Idade Média e a transição de uma sociedade agrária para um modo de produção mais orientado para as cidades e a atividade comercial. Avanços tecnológicos, principalmente relacionados aos instrumentos de trabalho, começavam a influir na vida das pessoas comuns e os trabalhadores urbanos se organizavam em corporações (guildas).



História




Tomás de Aquino - O pregador da razão e da prudência

Doutor da Igreja inverteu prioridades no pensamento medieval, dando ênfase ao mundo real e ao aprendizado pelo raciocínio

Márcio Ferrari (novaescola@atleitor.com.br)



Biografia

Tomás de Aquino nasceu em 1224 ou 1225 perto da cidade de Aquino, no reino da Sicília (hoje parte da Itália). Sua família era proprietária de um pequeno feudo e ligada politicamente ao imperador Frederico II. Tomás foi encaminhado ainda criança para o monastério de Monte Cassino, com o objetivo de seguir carreira religiosa. Nove anos depois, devido a um conflito entre o imperador e o papa, ele foi tirado do monastério e enviado para a Universidade de Nápoles, onde entrou em contato com a obra de Aristóteles. Pouco depois, decidiu juntar-se à ordem mendicante dos frades dominicanos. Quando seus superiores o enviaram para a Universidade de Paris, os pais do noviço chegaram a seqüestrá-lo no caminho. Apesar de ter ficado um ano proibido de sair da propriedade da família, a vontade de Tomás prevaleceu e ele se mudou para Paris. O resto de sua vida se resumiu à atividade acadêmica, com uma interrupção de alguns anos para trabalhar como conselheiro da Cúria Papal, em Roma. Já perto do fim da vida, Tomás voltou à Universidade de Nápoles, para dar aula. Sua passagem pela Universidade de Paris foi marcada por polêmicas com outros pensadores. Morreu em 1274, na abadia de Fossanova (hoje centro da Itália). Foi canonizado em 1323 e nomeado "doutor da Igreja" em 1567.



Período exige abertura da igreja para o mundo



Reunião de acadêmicos na Universidade

de Paris, mostrada em gravura medieval:

discussões revolucionariam a ciência.Tomás de Aquino é uma figura simbólica de seu tempo na medida em que representou como ninguém a tensão entre a tradição cristã medieval e a cultura que se formava no interior de uma nova sociedade. Uma das respostas da Igreja a uma necessidade crescente de abertura para o mundo real foi a criação das ordens mendicantes, que, sem bens, vivem da caridade, ao mesmo tempo que se voltam para o socorro dos doentes e miseráveis. As duas ordens mendicantes surgidas na época foram a dos franciscanos, fundada por São Francisco de Assis (1181/2-1226), e a dos dominicanos, por São Domingos de Gusmão (1170-1221). Tomás de Aquino se filiou aos dominicanos. Outra característica dessa fase histórica foi o nascimento das universidades, que se tornaram o centro das discussões teológicofilosóficas, em particular na Universidade de Paris, onde o pensador estudou e lecionou. O ensino nessas instituições se assentava na divisão de disciplinas entre trívio e quadrívio, sistema que remonta à Antigüidade clássica. O quadrívio, que corresponderia às atuais ciências exatas, agrupava aritmética, geometria, astronomia e música, e o trívio, aparentado à idéia de ciências humanas, reunia a gramática, a retórica e a dialética. As discussões do período, no entanto, em breve levariam a um questionamento dos conceitos científicos vigentes.



Para pensar



Tomás de Aquino ressaltou o valor da razão humana e de conhecer como ela funciona, a começar pela importância de ordenar para entender. Já pensou nisso ao planejar suas aulas? Tente avaliar o interesse de ligar os conteúdos, mesmo aqueles mais abstratos (como os da Matemática), a experiências concretas anteriores. Isso é sempre possível e recomendável ou há exceções?

Itamar Franco


Morreu  Itamar Franco

Aqui  a minha mais sincera homenagem a um político que eu tinha admiração e respeito


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conhecer a sí mesmo




Conhecer a si mesmo é conhecer tudo. E é só isso que enfatizo: nenhuma crença, nenhum dogma, nenhum credo, nenhuma igreja, nenhuma religião.




Por um simples processo de observação interior, você passa a conhecer a si mesmo. E, no momento em que você sabe quem é, logo descobre a verdade essencial de toda a existência, da própria vida, pois você é parte dela.







Osho, em "Meditações Para a Noite"

Imagem por Michael248

www.palavrasdeosho.com

domingo, 26 de junho de 2011

E viva São João!

Que saudades de vocês e de estar aqui escrevendo e colocando prá fora todos os meus anseios. Estou de volta, sim. Desde o meu aniversário, tenho vivido um grande inferno astral, e precisei me enclausurar, me esconder, ibernar... Para poder recomeçar!
Hoje, vou falar de uma coisa que sempre gostei muito As festas de São Joaão! As quermesses por todo país... Tem coisa mais gostosa que comer pamonha, paçoca, tomar quantão?? Sempre fui apaixonada por bolo de fubá cremoso quentinho e por pinhão! Aí, que delicía! Aó de falar me dá água na boca!



A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências

Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.




O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.



A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.



A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.

Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.



No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.







Assim surgiu a Festa de São João



Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.

Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:

- Como poderei saber do nascimento do garoto?

- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa.

Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…

E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.

Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.

Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.

A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.

No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.

Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:

- João!

Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.

Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.

Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…

Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.



Santo Antônio - 13 de junho



Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.



Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.



Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.



Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.


Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:

"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.

Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".

Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.

Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.



São João - 24 de junho



Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.




No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.

Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.

Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.

As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.

O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.

O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.

Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.

O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.

Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.

A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.

Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.



São Pedro - 29 de junho



O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.

Como São Pdro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.



No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.


Quadrilha


O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .




A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.



Os comandos mais utilizados são:


BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.

É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,



ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.



RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.



TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.



Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:



01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.



02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"

Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.



03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"

As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.



04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO

Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo.

Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,



05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO

Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas os

pares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador

pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.



06. GRANDE PASSEIO

As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.



07. TROCAR DE DAMA

Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.



08. TROCAR DE CAVALHEIRO

O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.



09. O TÚNEL

Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.



10. ANAVAN TUR

A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.



11. CAMINHO DA ROÇA

Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.


12. OLHA A COBRA

Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.

Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.

13. É MENTIRA

Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.



14. CARACOL

Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.



15. DESVIAR

É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.



16. A GRANDE RODA

A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.

Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.

17. COROAR DAMAS

Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.



18. COROAR CAVALHEIROS

Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.



19. DUAS RODAS

As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!



20. REFORMAR A GRANDE RODA

Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.



21. DESPEDIDA

De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.


 Boa Festa Junina e Julina para todos!
Beijos com sabor de canjica!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tá chegando...

Bem... Está chegando o meu Ano - Novo, isto é o meu aniverdário... E com ele já são 36 anos de muitas lutas desde que nasci, muitas conquistas, muitos tropeços, muitas alegrias, muitas  tristezas. Mas estou aqui, viva, íntegra e cheia de vontade de viver e de renovar sempre á cada dia.
Confesso, que nunca gostei de fazer aniversário, pois sou filha de pais separados há muito tempo e mesmo que isso já esteja resolvido, sempre foi difícil prá mim, nunca dava para comemorar com todos reunidos como eu sempre sonhei. Nunca tive uma festa surpresa e, confesso que acho o máximo, mas não sei se nunca fui amada o suficientemente para acontecer, ou odiada demais para não acontecer. Bem, esse ano vou fazer uma festa prá mim, não será na data, pois estou sem grana, mas farei em qualquer data para me dar de presente, pois eu mereço.

Tenho muitos motivos para comemorar.... Mas o mais importante deles, é que eu estou viva e com saúde. E isto basta. Queria um grande amor, que lutei a vida inteira prá ter e ele ainda não apareceu ( se apareceu não me avisou) Mas sei que ele virá, claro. O meu namoro torto de quase 10 anos naufragou como um barco desgovernado á deriva, pois não quero culpar ninguém, mas amor é uma coisa á dois e quando um não quer ele realmente não acontece. E foi isso, ele Danillo só quis passar alguns verões, mas nada de amor de verdade. E eu, uma apaixonada incorrigível... Fui literalmente apaixonado por ele. Hj estou em uma fase de mágoa, mas o amor continua o mesmo e continuará eu sei. Mas aguardo o meu grande amor todos os dias e sei que ele virá, lindo!



Quanto as minhas escolhas profissionais foram um verdadeiro desastre, por ser mimada e protegida demais. Sempre tive um medo danado do mundo e evitava escolhas, me expor, e me colocar á frente dos desafios de um modo determinante e certeiro, sempre achei que o  mundo foi injusto comigo. E hoje penso, imagine! Tanta coisa prá descobrir e vivenciar e tão pouco tempo de vida prá viver... Tudo o quero viver não caberia num número único e nem em uma contagem biológica, é preciso mais...
Agora, recomecei do zero... E quero ir fundo, progredir e me sustentar, ser dona da minha conta bancária sem a ajuda de ninguém.
E meus pais, se pudesse dizer ou melhor... Quantificar todos os segundos da minha existência o quanto os AMo e o quanto eu necessito deles prá ser feliz, prá viver todos os dias e o quanto eu os agradeço por ter os conhecido e fazer parte da vida deles nessa tão breve existência e o quanto eu devo desculpas por todas  as ofensas ditas, palavras, palavrões, e queixas, e birras e bicos.... E por todo meu mau comportamento que os entristeceu. Desculpe, meus pais, eu os amo muito! Apesar de todas as nossas diferenças e comportamentos. Somos filhos de um único pai e isso basta. E é ele que rege nossas vidas.
As minhas irmãs queridas que vivem longe e ao mesmo tempo tão perto. Quando a " canoa vira remamos juntas, contra a correnteza." E continuaremos... Sempre.
A minha avó, querida e amada Marilía que é tão especial e que faz com que eu me sinta especial todos os dias e me faz perceber que a vida é amor....
 E que nos momentos mais difíceis e talvez aqueles em que estamos á beira de desistir de tudo e jogar tudo pro ar.... Uma palavra faz toda a diferença. Amor, amor e amor... Paciência, sempre! É isso que aprendi com a senhora avó amada e querida.
Aos amigos poucos e raros de tantos anos... Que se preocupam, não nos vemos sempre , mas vocês alegram a minha vida.
E por fim aos meu querido e amado filho, companheiro de jornada nessa vida, meu yorkizinho KIM, que me ensina, me ama, me alegra, me escuta e faz muito mais....

 O amor, a diferença, a vivência... Faz com que á cada dia possamos aprender um pouco mais, e ouvir é uma grande lição.
Obrigado á todos! Por todos esses anos de convivência!
Que venha mais um, e que todos os meus desejos se realizem e com certeza irão se realizar!
Beijooooo no coração!
E que venha meu Ano-Novo!
E junto com ele mais amor, realizações, alegrias, sucesso, saúde, dinheiro e tudo de melhor!


domingo, 29 de maio de 2011

A Deusa Negra


Essa Deusa negra que eu amo. Essa voz maravilhosa, sua vida, sua luta pela discriminação. Adoro essa mulher.... Nina Simone!
Quem foi....

Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 — Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003), nascida Eunice Kathleen Waymon, foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, a “música do diabo”, nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. “Nina” veio do Espanhol (Niña: menina), e “Simone” foi uma homenagem à grande atriz do cinema Francês Simone Signoret, sua preferida.




Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.



Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Julliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississipi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.
 

 

De homens e Ratos

O estado desperto é o caminho para a vida.


O tolo dorme como se já estivesse morto,

mas o mestre está desperto e vive para sempre.

Ele está atento. Está lúcido.

Como ele é feliz! Pois vê que o estado desperto é vida.

Como ele é feliz, seguindo o caminho dos que despertaram.

Com grande perseverança ele medita, em busca de liberdade e felicidade.





— extraído de Dhammapada, de Gautama, o Buda





Continuamos a viver totalmente alheios ao que está acontecendo à nossa volta. Admito que passamos a ser muito eficientes em algumas coisas. Com respeito às coisas que fazemos, passamos a demonstrar tamanha eficiência que não precisamos mais prestar atenção nelas. A coisa ficou mecânica, automática; vivemos como robôs. Não somos homens ainda, somos máquinas.





Era isso que George Gurdjieff costumava dizer muitas e muitas vezes: o homem, da forma que existe, é uma máquina. Gurdjieff ofendeu muitas pessoas, porque ninguém gosta de ser chamado de máquina.





As máquinas gostam de ser chamadas de deuses; aí ficam contentes, cheias de si. Gurdjieff costumava chamar as pessoas de máquinas e ele estava certo. Se prestar atenção em você mesmo, vai perceber o quanto se comporta mecanicamente.





O psicólogo russo Pavlov e o psicólogo norte-americano Skinner estão 99,9% certos com respeito ao homem: eles acham que o homem é uma belíssima máquina e ponto final. Não existe nenhuma alma nele.





Eu disse que eles estão 99.9% certos; só deixam de estar completamente certos por uma margem muito pequena. Essa margem pequena são os budas, os que já despertaram. Mas os psicólogos estão perdoados, afinal Pavlov nunca cruzou com nenhum buda — cruzou, isto sim, com milhões de pessoas como você.





Skinner estudava os homens e os ratos e não achou nenhuma diferença entre eles. Os ratos são seres simples, só isso; o homem é ligeiramente mais complicado. O homem é uma máquina extremamente sofisticada, os ratos são máquinas simples. É mais fácil estudar os ratos; é por isso que os psicólogos continuam estudando os ratos.



Estudam os ratos e chegam a conclusões a respeito dos homens — e as conclusões a que chegam estão quase certas. Eu disse "quase", repare, pois a décima parte de 1% é o fenômeno mais importante que já aconteceu. Buda, Jesus, Maomé — essas poucas pessoas despertas são o verdadeiro homem.



Mas onde Skinner vai encontrar um buda? Com certeza, não nos Estados Unidos...



Eu ouvi um homem perguntar a um rabino: — Por que Jesus não preferiu nascer no século XX, nos Estados Unidos?

O rabino deu de ombros e disse: — Nos Estados Unidos? Seria impossível. Onde ele acharia uma virgem, para começar? Depois, onde ele encontraria três homens sábios?

Onde B. F. Skinner iria encontrar um buda? E mesmo que ele encontrasse, seus preconceitos, suas ideias preconcebidas não deixariam que ele o enxergasse. Skinner continuaria enxergando só os seus ratos. Não conseguiria entender nada que os ratos não soubessem fazer. No entanto, ratos não meditam, não se tornam iluminados.



E, segundo o conceito de Skinner, o homem é só uma forma ampliada de rato. Ainda assim repito que ele está certo com respeito à grande maioria das pessoas; suas conclusões não estão erradas, e os budas concordariam com ele no que diz respeito à chamada humanidade normal.



A humanidade normal está profundamente adormecida. Nem os animais estão tão adormecidos.







Osho, em "Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio"

Imagem por artnoose

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