segunda-feira, 12 de setembro de 2011

NÂO COMO CARNE!

Na verdade, minha mãe me disse que eu nunca gostei de comer carne... Desde pequenina, não suportava o gosto, o cheiro ruim e o sangue me deixava mal.... Sempre foi assim, nunca fiz um bife frito na minha casa, mas não esqueço que todo mundo falava assim: " Então você come o quê?? " e eu ficava com uma cara de boba, achava ruim... Fui vegetariana por muito tempo, mas ainda comia atum e alguns embutidos, frios... Com o passar dos anos, isso foi me incomodando mais e mais. Não consigo acreditar que para me manter viva  e de uma maneira saúdavel preciso comer seres mortos, animais que sofreram, que sentiram dor, e que pior ainda foram expostos á crueldades da pior espécie, isso me pertuba muito. E nunca consegui ter uma boa digestão cada vez que comia alguma carne. Me sinto mal, muito mal e isso não me saia da cabeça. Ontem, assistindo um documentário que eu já havia assistido há muito tempo, sofri e me emocionei, chorei... E muito vendo á dor, o olhar assustador de um boi indo para o matadouro e voltando prá trás, pois sabia que iria morrer....Me doeu demais... E realmente, jamais vou conseguir esquecer esse olhar á frente do seu algoz, como a implorar pela vida!!!
Assustador...
Não dá mais!
Estou feliz e de coração sereno por tomar essa decisão tão importante na minha vida!
Amo os animais e sei que todos eles tem um coração, uma alma e uma vida!
Simplesmente esse amor é maior que a crueldade que eles sofrem todos os dias!
Reflita sobre isso!!
Faça á sua parte!
Não estou aqui para levantar nenhuma bandeira, acho que cada um segue o seu caminho!
O importante é saber que essa é uma escolha de vida! Esqueça preconceitos, e conceitos estabelecidos!
O vegetarianismo é ser consciente de uma vida mais saúdavel e ampla que a maior qualidade é ter a noção de todos, e do outro.

"Não creia que os animais sofrem menos do que os seres humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos."



Dr. Louis J. Camuti
 
http://www.youtube.com/watch?v=CHnJTXPqYqA&feature=player_embedded

A Carne é Fraca - parte 1/6

sábado, 10 de setembro de 2011

Ando meio desligada de mim...

Não tô tendo tanta vontade de escrever...Palavras tenho muitas, mil, três mil, mas falta alguma coisa, acho que um pouco de dedicação, misturada á tristeza, á falta de você. Mas, ok confesso nunca tive tanta certeza de me conhecer tão bem assim... Esse tempo meu, só meu dedicado á mim e aos meus pensamentos distante do mundo e de todo mundo.Me fez bem, me conheço melhor do que ninguém jamais me conheceu. Os pensamentos tomam forma, e ficam claros prá mim. Você me faz falta. Muita. Total. Chega a doer tanto que me anestesia, que me esqueço de mim e de todo o resto. Me afasto de tudo e de todos. Mas sei que prá quem sempre foi sozinha como eu, é costume. A dor... Chega, mas passa. É questão de tempo, de aceitar, de macerar a dor latente.
Que falta você me faz....
E como eu te amo...
Ainda te amo....
Prá sempre, eu amo,

sábado, 20 de agosto de 2011

Tempo de chuva...

Boa Noite... Humm... Que tempo gostoso para ficar na cama... Um friozinho lá fora, chuva fina... O vento gelado que bate no rosto, eu não gosto desse frio; mas que é bom para a gente poder ficar com a gente mesmo... Ah, isso é! E eu adoro isso! Ficar sozinha em silêncio comigo mesma. Me faz um bem. A solidão só se torna uma grande mal se você não se suporta, não se aceita á tal ponto que a convivência consigo mesmo fica insuportável. Eu sou uma excelente companhia para mim mesma.


"Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar."- Charles Bukowski by Guilherme Alves Pereira



terça-feira, 16 de agosto de 2011

a garota de são paulo ( Marcelo Rubens Paiva)

Boa Tarde, queridos!
Como á tarde está linda hoje... Que dia bonito! Já percebeu, como nem nos damos conta da beleza do dia que grita lá fora á nossa espera, nunca temos tempo prá perceber... Estamos correndo. Aproveite esse dia! As coisas estão acontecendo, pelo menos eu estou deixando acontecer... E assim, será. Vou tentar correr atrás do tempo perdido, vou pelo menos ficar mais feliz com os pequenos resultados e me lamentar bem menos do que deixei passar. Trabalho novo, vamos lá!
 Beijos no coração de cada um!
Essa matéria é uma homenagem ao grande escritor Marcelo Rubens Paiva que adoro, e acho genial! E a nós, garotas paulistas!



a garota de são paulo

Existem mais de cem tons de cores. Mas prefere o preto.


Cítricas?

Só quando vai à praia.

E costuma cobrir suas pernas esticadas, finas, com meias pretas.

Usa botas. Não existe mulher que se veste melhor do que as paulistas. E que saiba qual bota escolher e como andar sobre elas.

Sabe o equilíbrio entre o moderno e o convencional. Senso estético apurado. Dona do seu próprio estilo.

A paulista não anda, caminha apressada. Vem e passa. Sem balanço. Sem mar para ir atrás. Moça do corpo pálido. Saturado pela pressa. Beleza que passa sozinha.

Não faz questão de chamar atenção.

Nem tanta questão de ser gostosa, mas magra.

Sempre de dieta.

Sempre em guerra contra a balança.

Malha para se afunilar. Intensamente, pois sabe que a gastronomia da cidade é uma tentação. Massas, pizzas, doces, sorvetes, doces, nhá benta, tesão…

Academia?

Prefere pilates, que estica até o limite das juntas, quase rasga em duas.

E corre, se quer emagrecer urgentemente.

Olhando o chão, pois já tomou muitos tombos por causa das calçadas irregulares da cidade, uma anarquia de desníveis, pedras, buracos, pisos sem um padrão seguro para o seu caminhar apressado de botas, meias e pernas finas.

Rebolar?

Fora de questão.

Olha para o chão e se lembra do que esqueceu, do quanto falta, do que faz falta, do que está errado.

A garota de São Paulo é perfeccionista, gosta de estar ajustada, como as engrenagens de uma indústria. Quer a precisão da esteira de uma linha de montagem.

Passa e olha para o chão, pois pensa nas atividades, nos prazos atrasados, nos compromissos da semana, na agenda do mês.

A garota de São Paulo leva uma vida saudável. Procura comer verduras sem agrotóxico.

Leite?

Desnatado.

Carne vermelha?

Eventualmente.

Carboidrato à noite?

Nem pensar.

O pão tem que ser integral. Linhaça e aveia no café da manhã? Obrigação. Café descafeinado. Chás. Queijos brancos, magros.

Nada industrializado, a não ser a caixa de Bis, que detona algumas vezes em certos períodos, que por vezes tem o intervalo longo, mas quando se torna um vício, chora, porque algo deu errado, desembrulha e engole cada Bis, como se nele a explicação das incoerências.

Recicla o lixo.

Toma remédios para dormir. Toma excitantes para acordar. E aguentar a jornada.

Ela é ambiciosa, trabalha demais, em mais de um emprego, pensa em dez coisas ao mesmo tempo, procura conciliar a organização do lar com a de fora dele.

Ama e odeia o chefe.

Ama e odeia o trabalho.

Sabe que ele dá a independência para ser a moça que quiser, mas também tira o tempo de ser a moça que queria ser.

Metade dela sofre o descarte para a outra parte florescer.

Adora elogios.

Odeia galanteios.

Adora presentes.

Detesta insistentes.

Quer ser cortejada.

Jamais abusada.

Sorri quando assopram um elogio. Fecha a cara quando ultrapassam o limite da sua intimidade. Preserva a privacidade.

Algumas querem ser chefe. Chefiar garotos de São Paulo. O que só dispara seu conflito maior, o de agregar. Terá que dar ordens, broncas, demitir, exigir, estipular metas, cobrar eficiência. E depois sozinha em casa chora no escuro ao som de Billie Holiday. Se sente pressionada, e ela não sabe por quê. A vida não faz sentido, e ela não sabe por quê.

Chora em comerciais da TV, cerimônias de casamento, em maternidades, quando visita as amigas, no farol, quando uma criança vende bala.

A garota de São Paulo dirige bem. O problema é que se maquia enquanto fala no celular e ultrapassa um busão articulado, aproveitando a brecha entre ele e uma betoneira lotada de concreto. E se esconde no anonimato do insufilm, muda a música do MP3 e, dependendo dela, canta sozinha em voz alta, para não ouvir impropérios.

Faz tanta coisa ao mesmo tempo…

Dirige bem, mas é dispersa. Pensa em vinte coisas em dez segundos. Nunca chega a uma conclusão.

Liga para a mãe semanalmente. Troca poucas palavras com o pai. Detesta a esposa do irmão. E ama as amigas. Com quem viaja para a praia, para não ficarem um segundo em silêncio. Se o tempo não dá chances, prefere uma tarde na piscina do condomínio com as amigas do que encarar o parque lotado.

Se irrita com homens que falam de dinheiro. Se irrita com homens que contam vantagens no trabalho. Se irrita com homens grudentos, esnobes, arrumadinhos, fúteis, incultos, mal educados.

Gosta de homem interessante.

É assim que ela seleciona: os interessantes e os não.

O que é um homem interessante?

Nem se gravar o papo de seis horas na piscina com as amigas consegue-se descobrir.

Tem que ser aquele que chega e não dá bola. Mas que a repara bem antes de ir embora. Que olha como se ela fosse a mais fosforescente das mulheres. E que desse um jeito a todo custo de trocar meia dúzia de palavras e, claro, criar laços e conexões.

Mas se nada der certo, garotos, não esquentem a cabeça. A mulher de São Paulo sabe seduzir. Sabe olhar e demonstrar. Sabe chamar atenção e indicar que você foi o escolhido. Sabe sorrir, ser paciente com a sua demora, ouvir atentamente os seus devaneios e engasgos. E, quando parece tudo estar perdido, sabe dizer a hora de ir embora, como e sugerir na casa de quem.

A garota de São Paulo não enrola.

Quando não quer, deixa claro.

Quando quer, faz de tudo para acontecer.

E não tem o menor pudor de ir para a casa com você na primeira noite, preparar o café da manhã da primeira manhã, que logo, logo, ambos saberão se vai se repetir ou ser o único.

Pode deixar. Andando de volta para casa, com suas meias pretas e botas, olhando para o chão, ela pensará em você.

Tudo isso é uma generalização literária. Mas me dá licença, poeta, para uma licença poética, homenageando sem pedir licença a graça pragmática da mulher paulista.


domingo, 14 de agosto de 2011

PAI


PAI...

Muitas vezes não lhe escutei, não quis ter bom senso...
Não lhe dei ouvidos...
Não lhe dei a mão...
Talvez, por vergonha, medo receio, sei lá do que.
Nunca fui seu motivo de orgulho, mas sei que de uma maneira ou outra você não me abandonou.
Sei que errei, fraquejei, bobiei... Sei que não estudei o suficiente, quase não trabalhei..vagabundiei, pois graças á você tive tudo na mão e tarde demais, ví que á qualquer momento, você pode me faltar... E aí, meu coração vai parar...
Desculpe se fracassei, se não dei tudo de mim.
Se te magoei, agredi, muitas vezes importunei, dei trabalho...
Foi falta de preparo, insensatez, imaturidade da minha parte.
Apesar, dos 36... Às vezes parece que tenho 16!
Queria tanto que você soubesse que sempre te admirei, pela sua lucidez, seus pés no chão, pelo seu esforço, pelo seu trabalho, pelo seu caráter, pela sua honestidade, pela sua bondade e por tantas e tantas vezes você ter sido implácavel comigo.
Queria que soubesse que sinto a sua falta, o seu carinho... Que queria passar mais tempo com você e olhar nos seus olhos... Segurar sua mão.
Dizer que não me canso de TE AMAR, e que te amo tanto que chega a doer..
Que te amo muito e que te quero bem!
E que apenas você é meu orgulho, meu porto seguro, meu tudo!
PAI, TE AMO!
OBRIGADO, POR VOCÊ SER O MEU PAI!