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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Marido de Katy Perry escreve carta em homenagem a Amy Winehouse

Olá, Boa Semana á todos!
Compartilho aqui, algo que achei interessante sobre a Morte da Amy. A visão de uma pessoa que já foi ou é enfim, doente ( viciado em drogas) e que viu a Amy em sua amplitude, e acredito que é assim que as pessoas que sofrem desse mal tem que ser vistas.

FONTE: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/famosos/2011/07/24/280484-marido-de-katy-perry-escreve-carta-em-homenagem-a-amy-winehouse

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Após anos de abuso de álcool e drogas, a cantora Amy Winehouse entrou para a triste lista de ícones da música que morreram jovens demais. No caso dela, aos 27 anos. Durante sua curta carreira, Amy lançou dois álbuns e começou a produzir um terceiro, mas as gravações foram suspensas - e nunca retomadas - para que a inglesa se recuperasse dos vícios.

O ator e comediante Russell Brand, marido de Katy Perry, escreveu um comovente post em seu blog, em homenagem a sua amiga Amy Winehouse, que morreu no último sábado, dia 23.




Russell falou de sua própria luta contra o vício em heroína e refletiu sobre a vida da artista britânica, que deixou o mundo cedo. Confira trechos do post, intitulado Para Amy:
"Quando você ama alguém que sofre da doença do vício, você espera um telefonema. Haverá um telefonema. A esperança sincera é que o telefonema será do próprio viciado, dizendo a você que ele está cansado, pronto para parar, pronto para tentar algo novo. Claro, porém, você teme o outro telefonema, a triste melodia noturna de um amigo ou de um parente dizendo a você que é tarde demais, que ela se foi.
(...) Eu conheço Amy Winehouse há anos. Quando eu a encontrei pela primeira vez, perto de Camden [bairro de Londres], ela era apenas uma pirralha em uma jaqueta de cetim rosa, rodeando por bares com amigos em comum, a maioria deles estavam em bandas indie moderninhas ou eram figuras periféricas de Camden, abrindo caminho pela vida com um carisma ineficaz. Carl Barrat [da banda Libertines] me disse que 'Winehouse' [era como eu a chamava, porque é engraçado chamar uma garota pelo sobrenome] era uma cantora de jazz. Achei esse fato uma bizarra anomalia entre aquele povo. Para mim, com meu conhecimento musical limitado, essa informação colocou Amy para além de um invisível limite de relevância; 'cantora de jazz? Ela deve ser um tipo excêntrico', eu pensei. Conversei com ela, de qualquer maneira. Afinal, ela era uma garota, e ela era doce e peculiar, mas, acima de tudo, vulnerável.
Naquela época, eu mal tinha saído da rehab e procurava, sedento, uma mulher menos complicada. Portanto, eu mal refleti sobre o óbvio e evidente fato de que Winehouse e eu compartilhávamos uma mesma aflição, a doença do vício. Todo viciado, não importa a substância ou o status social da pessoa, compartilha um consistente e óbvio sintoma; eles não estão totalmente presentes quando você fala com eles. Eles se comunicam com você por meio de um quase imperceptível [mas impossível de ignorar] véu. Seja um mendigo viciado, enchendo o saco por causa de 50 p, para uma xícara de chá, ou um executivo cheirado falando sobre seu 'barco de corrida', há uma aura tóxica que impede a comunicação. Eles têm o ar de alguma outra coisa, parece que eles olham através de você, para um lugar em que eles preferiam estar. E, claro, eles estão fazendo isso. A prioridade de qualquer viciado é anestesiar a dor de viver, aliviar a passagem do dia com algum alívio comprado.
De vez em quando, eu trombava com a Amy. Ela tinha bom humor, então, nós conversávamos um pouco e ríamos, ela era uma 'personagem', mas aquele mundo estava cheio de aproveitadores dopados, e eu era um deles. Mesmo no começo da recuperação, eu ficava desgovernado só de abraçar o corpo de estranhos.
(...) Entrando no local, vi Amy no palco com Paul Weller e sua banda, e então a reverência. A reverência que te envolve quando testemunha um gênio. Da graciosa e estranha presença de sua voz, uma voz que não parecia vir dela, mas de algum lugar entre Billie Holiday e Ella Fitzgerald, da fonte de toda a grandeza. Uma voz tão cheia de força e dor que era inteiramente humana, apesar de atada ao divino. Meus ouvidos, minha boca, meu coração e mente estavam instantaneamente abertos.”
(...) Publicamente, Amy cada vez mais ficou conhecida por seu vício. Nossa mídia é mais interessada em tragédia que em talento. Então, a tinta começou a mudar. De louvar seu talento, passou a fazer crônicas sobre sua decadência.”
(...) Agora, Amy está morta, assim como muitos outros cujas mortes aos 27 anos foram romantizadas em retrospectiva. Se essa tragédia poderia ser prevenida ou não, agora é irrelevante. Não é possível prevenir agora. Perdemos uma bela e talentosa mulher para essa doença. Nem todos os viciados são talentosos como Amy, ou Kurt ou Jimi ou Janis. Alguns apenas sofrem. Tudo que podemos fazer é mudarmos o modo com que vemos essa condição, não como um crime ou uma afetação romântica, mas como uma doença que vai matar. Precisamos rever o modo com que a sociedade trata os viciados, não como criminosos, mas como pessoas doentes que precisam de cuidados.”

domingo, 24 de julho de 2011

Adeus, minha linda e louca Amy!


Amy Winehouse morreu na tarde deste sábado (23), por volta das 16h do horário local (13h de Brasília), aos 27 anos. A polícia de Londres encontrou o corpo da cantora na casa onde ela morava em Camden, na Inglaterra. O caso está sendo tratado com uma morte "inexplicada".





Segundo comunicado reproduzido pelo site TMZ, "a polícia foi chamada pelo Serviço Londrino de Ambulância em um endereço na Camden Square NW1 pouco antes das 16h05 (horário de Londres) do sábado, 23 de julho, com relatos de que uma mulher de 27 anos estaria desacordada. Ao chegar, oficiais confirmaram a morte da mulher no local. Investigações continuam a respeito das circunstâncias da morte. Até o seguinte momento, não há explicação". Há suspeitas de que ela tenha sofrido overdose de drogas.
Após confirmar a morte da cantora, a gravadora Universal Music lamentou. "Estamos profundamente entristecidos com a perda súbita de uma música e artista tão talentosa. Nossas orações estão com a família de Amy, seus amigos e fãs neste momento difícil", divulgou em comunicado.
Sua última aparição foi na noite de quarta-feira, quando se apresentou ao lado da cantora de soul Dionne Bromfield, na The Roundhouse, uma casa de shows em Camden. Ela havia saído havia pouco tempo de um programa de reabilitação e estava sob regras severas para não beber.
Amy Winehouse --que teve seu auge em 2008, quando ganhou cinco dos seis prêmios Grammy a que disputava-- lançou dois discos: "Frank" (2003) e "Back To Black" (2006), que trouxe hits como "Rehab", "You Know I'm No Good" e "Tears Dry On Their Own". Em janeiro deste ano, a cantora inglesa desembarcou pela primeira vez no Brasil para cinco shows, após dois anos longe dos palcos. No mês passado, a cantora cancelou sua turnê europeia após ser vaiada em Belgrado.


Saudades do vozeirão e de sua inconfundível personalidade!
Louca e linda Amy!