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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Criança é coisa séria!


Criança é coisa séria!

Em que mundo estamos vivendo? Crianças todos os dias sendo espancadas e judiadas por pais, parentes e bandidos. Todos os dias é a mesma coisa, a mesma história... Só mudam os protagonistas centrais das histórias. Quanta violência! Quanto desamor e quanta desumanidade humana. Sim, pois os bichos na natureza, cuidam de suas crias... Mesmo quando não suas biologicamente, já vimos inumeros casos desses na Tv. O que muito me assusta é que as pessoas que não podem ter filhos, pela baixa condição social, cultural e fianceira, continuam tendo 1,2,3,4 e mais... E nenhuma política para parar isso é feita. E as crianças continuam sendo abusadas sexualmente por pais, tios, padrastos e outros.... Continuam sendo jogadas janelas abaixo pela raiva enfurecida e sem propósito do ser humano maluco do mundo, do qual fazemos parte. Até quando? Quantas mais vão ser mortas? Humilhadas? Ter suas infâncias perdidas para sempre? Vendidas? Jogadas numa caçamba de lixo?

Quando tudo isso vai acabar??
Não aguento mais, tanta coisa errada. Tanta injustiça, tanta impunidade, tanta violência, tanta corrupção!
E  você, faça a diferença!



 Ame a sua criança, ensine, eduque, compartilhe, respeite-a

Amar não é dar o tênis mais caro, ou o brinquedo de última geração. É ensinar o seu filho a ser digno, a olhar o outro semelhante, á compartilhar, a dividir, a ser íntegro e honesto desde pequenino.  É saber respeitar as professoras, os mais velhos, os diferentes, a natureza e o planeta em que ele vive e viverá. Faça valer á pena! Faça ser diferente!
Você pode fazer a diferença!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A receita de Casanova


O ex-padre que se tornou o mais famoso sedutor de todos os tempos foi também um gourmet requintado e minucioso cronista de sua época


Natália Rangel


Sedução



O ator Heath Ledger interpreta o conquistador italiano Giacomo Casanova no filme de Lasse Hallström que narra a vida de excessos e os grandes amores do bon-vivant



Numa noite de outono de 1793, o nobre veneziano Giacomo Casanova encheu os bolsos da calça e do sobretudo com pesos de chumbo e caminhou em direção à ponte de Westminster, em Londres - ia se matar. O homem de 38 anos, que nasceu pobre, frequentou seminário e conquistou as cortes europeias, estava falido após anos de devassidão e vida perdulária. Havia sido abandonado pela amante e temia estar infectado pela sífilis (adquirida nos bordéis de Covent Garden, na capital inglesa). Foi impedido de pular nas águas do Tâmisa por um companheiro de noitadas, o filho de um membro do Parlamento britânico, que o viu encostado à estrutura da ponte e o levou dali à taverna mais próxima.




Casanova (1725-1798) se recuperou dos problemas sentimentais e, em parte, também dos financeiros, mas não escapou ao diagnóstico da temida doença venérea. Deixou Londres e seguiu para Bruxelas, onde se submeteu a um tratamento à base de mercúrio e sangrias. A sua tristeza passou, voltou a exibir uma personalidade extravagante e vaidosa e só se deprimiu novamente nos seus últimos anos de vida - quando se isolou do mundo dos célebres e dos nobres para cuidar dos livros de uma pequena biblioteca em Dux, no interior da França.




Nessa época, redigiu as quatro mil páginas de sua conhecida autobiografia. É a partir desse material e de histórias colhidas em arquivos da Bélgica, França e Itália que o autor inglês Ian Kelly escreveu o livro "Casanova: Muito Além de um Grande Sedutor" (Editora Zahar). Trata-se de um meticuloso retrato do libertino que equilibra seus atributos de conquistador com as suas outras facetas menos conhecidas: a do padre, do gourmet, do alquimista e do cronista social.

A história é estruturada como uma ópera, dividida em cinco atos e quatro intermezzos (motivo recorrente). Entre os temas estão as viagens (ele viajou, de carruagem e a pé, 64 mil quilômetros pelos países europeus), a gastronomia, o sexo, a cabala e, naturalmente, a música. Casanova colaborou com Lorenzo Da Ponte, libretista do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, na composição da ópera "Don Giovanni". Suas anotações - que incluíam peças de teatro, enredos líricos e a tradução para o italiano de "A Ilíada", entre outros clássicos da literatura - foram encontradas em sua casa em Veneza, após a sua morte. Viajante compulsivo - por sinal, Casanova era compulsivo em quase tudo que fazia -, ele visitava com frequência as cidades de Veneza, Nápoles, Constantinopla, Paris, Amsterdã, Londres e São Petersburgo. E escrevia sobre o que via, fazia e comia nesses lugares.




É nesse sentido que o autor o descreve como um grande cronista social. Há poucos registros históricos tão detalhados da Europa dessa época como o que Casanova nos deixou. "Ele foi um importante historiador da gastronomia", escreve Kelly. E esse foi um dos últimos prazeres sensuais que lhe restaram quando começou a ter problemas de saúde. Era um expert e não diferenciava o amor pela comida do amor pelas mulheres. Usava inclusive a linguagem do amor e do sexo para descrever a comida e vice-versa: "Para os homens, fazer sexo é como comer, e comer é como fazer sexo: é nutrição...e da mesma forma como sempre existe um prazer diferente quando se experimenta diversos molhos." Sua autobiografia registra mais de 200 receitas de pratos, a indicação de pelo menos 20 diferentes vinhos de toda a Europa e muitas dezenas de iguarias e segredos perdidos da gastronomia. Em uma de suas dicas, fala sobre salpicar as massas com canela e açúcar.



Casanova não gostava da culinária britânica: sentia falta da sopa, hábito francês considerado pelos ingleses uma "extravagância parisiense insossa". Respondia que insossos eram os menus londrinos, que serviam apenas carne cozida e não se preocupavam com os acompanhamentos. "As refeições inglesas eram como a eternidade: não tinham começo nem fim."




Em suas aventuras sexuais, a comida estava sempre presente. "Comentei com ela sobre todos os pratos e achei tudo excelente: a caça, o esturjão, as trufas, as ostras e os vinhos. Só reprovei (o cozinheiro) por ter esquecido de colocar um prato com ovos cozidos, anchovas e vinagres aromáticos para que fizéssemos uma salada...Também disse que desejava laranjas amargas para dar sabor ao ponche, e que queria rum, e não arak." Essa anotação foi feita numa noite de amor com a freira M.M., descrita como "voluptuosa e bastante experiente" numa das passagens mais eróticas do livro.





"Casanova foi indagado se vira a ópera 'Don Giovanni'. Ao que ele respondeu: Se eu a assisti? Eu a vivi"



Trecho de "Casanova: Muito Além de um Grande Sedutor


Na sua forma de relacionar sexo com comida, ele chegava a excentricidades como misturar fios de cabelo de uma amante nos doces que eles iriam comer ao fazer amor. Ele descobriu um doceiro judeu que fazia confeitos cristalizados de "açúcar misturado a essências de ambergris, Angélica (tipo de licor), baunilha, alquermes e styrax". Segundo Kelly, pode ter se originado em suas noitadas a fama das ostras como afrodisíacas. O veneziano costumava dizer que não existe melhor molho para uma ostra do que a saliva da mulher amada. Os moluscos eram usados em jogos sexuais "educativos" com jovens inexperientes. "Não existe nada mais lascivo e sensual...", escreveu Casanova.



O jogo, explicava ele, consistia em passar mariscos vivos de uma boca para outra e depois comê-los sobre os seios e outras partes do corpo. Ao que o autor comenta, gaiatamente, que não deve ser tentado em restaurantes. Com seu estilo de mestre-cuca,
Casanova dá a receita para prolongar ao máximo uma relação sexual: "Uma taça de chocolate com as claras de seis ovos em uma salada preparada com óleo de Lucca e vinagre dos Quatro Ladrões."



 
 
À meu ver, seria interessante conhecer o Casanova...
Beijos e obrigada pelas visitas!
Tenham uma linda e emocionante semana!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PORNOGRÁFICA

(TEXTO EXTRAÍDO DO BLOG: "AFETO LITERÁRIO" DA AUTORA LETÍCIA PALMEIRA)




"Talvez tivesse desejado confiar todas aquelas coisas a alguém. Mas como contar um mal-estar inacessível, que muda de aspecto como as nuvens, que redemoinha como o vento? Faltavam-lhe as palavras, a ocasião e a ousadia."

 
(Flaubert, in Madame Bovary)



Estou lúcida, limiar, plebeia de refinados modos e recito ao falo que me preserva à sede intacta ainda que me fuja o desejo esganiçado por amor. Preciso conversar a respeito de qualquer assunto que não seja o superficial objeto que gira estrangulado na boca dos comuns. Preciso respirar outro ar que não seja o ar das ruas trafegadas por pés que sobem e descem escadas ou morrem atropelados pelas horas destinadas a nos matar. Preciso me comunicar de forma instantânea, mas que o instante perdure por mais de uma semana, visto que eu preciso sobreviver a mim. Estou sufocada pelo falso calor humano despejado em minha caixa de e-mails. Preciso de uma bebida forte que não aquela do bar de ontem que me fez tombar aquática e nua na imperfeição de um corpo masculino que não me atingiu de orgasmos e sequer chegou perto de me penetrar de abuso, se fosse estupro, ah, se fosse paixão. Preciso me politizar e saber mais a respeito das mortes que parecem não existir enquanto arqueja seu pequeno esqueleto o grilo que botei de castigo dentro de minha cabeça desde que nasci. Preciso de emergência, de urgências, de pressa nas coisas mais calmas e, por favor, não me atraque o navio de minhas dúvidas com citações retiradas de livros que eu já li. Farte-me em nova atitude que nada seja semelhante a minha, tão século vinte, tão antepassado algum. Farte-me de senhoras palavras que, ora dizem tudo, ora escondem-se subjetivas de tão tímidas que estão. Eu ando sempre equilibrada em bandos e sofro de pavor de ir à cozinha porque há ratos até mesmo nas casas mais limpas. Farte-me o umbigo de meu rei que move a cabeça negativamente sempre que dizem amém os crentes fajutos vestidos de cetim em porta de templos. Farte-me de decência para que eu possa trabalhar e entender que é preciso que eu continue porque, sem mim, o mundo estanca e convença-me disto, pois, do contrário, serei a mais puta das viventes e serei decadente em clara fisionomia caminhando por este mundo sem nome próprio, sem reservas e sem proteção que não seja a borracha que rompe o que já fora rasgado desde os primeiros anos que me vivenciei. Seja meu ouvinte ou hóspede leitor ou amante e venha à minha cama e faça-me de quatro o que por anos pratiquei de forma romântica escondendo gritos em furos de lençóis. Faça-me pornográfica já que não posso sibilar ingenuidade, pois minha alma não fora castrada ao tempo certo e hoje desejo incendiar cidades inteiras em busca de alguém que não seja o fraco que abandona a febre para unir-se à mulher que pensa em flores e veste adequadamente sua vida raquítica de sensações. Que morra o homem que não ouviu o estampido de meus gritos e partia minha vida em centenas de necessidades que agora me enfartam extraordinária fêmea cheia de contemplações. Farte-me a vida, a ida e a sorte de minhas rainhas invertidas e despreocupadas amaldiçoando leituras de tarô. Faça algo estúpido ou escandalosamente sujo ou impróprio ou pecaminoso que já não posso viver com esse gosto humano de quem goza dias vivendo uma vida que não se sabe regida ou se entregue às perseguições. Farte-me até os talos de minha seiva que desejo o contrário do clássico rubor das meninas que desistem da guerra, casam-se e tornam-se estéreis de qualquer vontade e, abobalhadas, fazem compras ou classificam seus filhos de acordo com a família que as degenerou. Não me faça humana. Construa-me monstruosa, Afrodite Escatológica, e me faça amar de grosso afeto qualquer mísero inseto que sobrevoe minhas marcas de um futuro que está por tempos incerto. Faça-me sangrar e devora-me em dor ou então abandone-me aos vícios para que eu me transforme em qualquer outra espécie que arca mentiras, defende hipocrisias e chora silenciosa encalacrada de rancor.











quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apego ao Nada (OSHO)


amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.


... O homem aprisionado pelo amor de uma mulher e a mulher aprisionada pelo amor de um homem estão ambos sem condições de receber a preciosa premiação da liberdade. Mas o homem e a mulher que, graças ao amor, tornaram-se uma só pessoa, inseparáveis, indistinguíveis, estão bastante qualificados para receber o prêmio.





de O Livro de Mirdad, de Mikhail Naimy

O Livro de Mirdad é o livro que eu mais estimo. Mirdad é um personagem fictício, mas cada declaração e ato de Mirdad é imensamente importante. Ele não deve ser lido como um romance, mas como uma escritura sagrada, talvez a única escritura sagrada.



E você pode perceber na afirmação acima um vislumbre do discernimento, da consciência, da compreensão de Mirdad. Ele está dizendo: O amor é a única libertação do apego... e você sempre ouviu que o amor é o único apego!



Concordo com Mirdad:



O amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.

Na verdade, o fenômeno do apego precisa ser entendido. Por que você se agarra a algo? Porque tem medo de perdê-lo. Talvez alguém possa roubá-lo. Seu medo é que não possa ter amanhã o que você tem hoje.



Quem sabe o que vai acontecer amanhã? A mulher ou o homem que você ama... Qualquer movimento é possível: vocês podem se aproximar ou podem se distanciar. Vocês podem novamente se tornar estranhos ou podem ficar tão unidos que não seria correto dizer nem mesmo que vocês são duas pessoas diferentes; é claro, existem dois corpos, mas o coração é um só, a canção do coração é uma só e o êxtase os envolve como uma nuvem.



Vocês desaparecem nesse êxtase: você não é você, eu não sou eu. O amor passa a ser tão total, tão grande e irresistível que você não pode permanecer você mesmo; você precisa submergir e desaparecer.



Nesse desaparecimento, quem se prenderá, e a quem? Tudo é. Quando o amor desabrocha em sua totalidade, tudo simplesmente é. O receio do amanhã não surge, daí não surgir a questão do apego, do vínculo, do casamento, de qualquer tipo de contrato e cativeiro.





Osho, em "Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos"

Imagem por YoungLadAustin

OSHO

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Professor Xerife

Olá, vou copiar aqui com os devidos créditos uma linda e valiosa história de amor, e respeito.

Texto extraído sdo site:



































Professor Xerife


:: Saul Brandalise Jr. ::



O tempo, neste momento, não importa. Se importasse, eu diria que foi um segundo, tamanha a alegria, camaradagem, amor, lealdade, amizade e, consequentemente, satisfação de termos convivido, nesta vida, com Xerife.

Foi um ciclo de sete anos completíssimo e super bem vivido. Na realidade, agora o tempo demora mais para passar... Xerife se foi. Já não mora mais neste planeta.

Para muitas pessoas não passava de um animal. Um Mini Pinscher, um cão, um cachorro, afinal.

Para nós, era membro efetivo da família. Jamais usou coleira ou guia. Não era preciso. Ele sabia se comportar, tinha disciplina e conteúdo em seus relacionamentos. Não importava se com humanos ou com outros animais.

Quando eu chegava em casa, era o primeiro a me esperar. Logo "conversava" comigo, pois sua comunicação era diferente dos usuais latidos. Parecia que queria me comentar sobre o seu dia, o que havia feito e como tudo estava em casa.

Deste instante para frente era a minha sombra...



Era meu leal companheiro e acima de tudo nosso guarda. E foi exatamente por isso que ele se foi. Por guardar bravamente o nosso território... Um pastor alemão entrou em nosso quintal e ele foi "nos defender"... Sua lealdade era tão grande que ele esqueceu seu minúsculo tamanho.

Ele se foi. E o vazio se fez presente.

Fiquei pensando, entre minhas lágrimas e um profundo estado de "oco"...

O que será que eu tenho que aprender com isso?

Meditei muito... Recitei muito Mantra... Confesso que a revolta também se fez presente. Mas aos poucos a temperança foi retornando...



- Em primeiro lugar aprendi que lealdade é uma coisa que não tem preço e que não se compra em supermercados ou farmácias. É preciso sentir; vir de dentro para fora e jamais da cabeça para o bolso. Ser leal é uma consequência da atitude, do caráter e não de bolso.

- Em segundo que, por ter princípios budistas em minha vida, eu estou sendo egoísta. Queria Xerife sempre para mim. Não tenho este direito. O Xerife pertence a ele e a mais ninguém.

- Terceiro ponto: saudade é um sentimento egoísta. Talvez este tenha sido, de todos os sentimentos que tive, na perda do Xerife, o mais importante para assimilar. Aprendi que nós somos egoístas e que saudade é uma coisa que se sente quando estamos vazios em sentimentos. Total ausência de conteúdo interno, bem como possuidores de uma opaca e somente momentânea sabedoria. Esqueci de ver que ele não sofreu para desencarnar. Esqueci de analisar que ele passou exatamente um ciclo comigo. Esqueci que era sua hora e que eu não tinha o direito de impedir. Ele tem o seu caminho, eu tenho o meu, você tem o seu. Mas sua ausência é mais forte que minha capacidade, agora, de entender plenamente tudo isso.

- Quarto: que a vida precisa ser vivida de forma intensa a cada segundo. Não se pode deixar para amanhã a demonstração de carinho que se sente hoje. Tudo tem que ser exato e verdadeiro. Nisso Xerife foi um felizardo. Jamais nossa casa admitiu que ele se sentisse apenas um simples animal. Nuca deixamos de lhe expressar o amor que sentíamos. Tenho certeza de que, enquanto viveu conosco, ele se sentia feliz e valorizado. Não deixei nada inacabado por fazer com o Xerife.

- Quinto: estou vazio, oco e sem vontade de voltar para casa... Sei que isso não é certo. Xerife está me ensinando, depois que se foi, que a vida precisa ser mais entendida do que simplesmente vivida. Que nossos valores precisam ser aplicados exatamente nesta hora, onde o chão fica também feito uma bolha...

- Sexto: que nossas verdades sempre serão colocadas em teste. E é neste momento que temos que demonstrar todo o nosso conhecimento e preparo, superando o vazio com muita cautela, calma e sobriedade.

Saber decifrar os sinais que a vida nos apresenta.

- Sétimo: fui uma pessoa de sorte. Xerife foi "O CARA". Conviver com ele foi um privilégio que poucos nesta vida conseguem desfrutar. Ele me ensinou que só poderia ser considerado cachorro por pessoas que não sabem ver, entender, ler e se permitir aprender com ele.

- Oitavo, que VALEU A PENA, mesmo que tenha sido o sentimento de apenas "um segundo", como me referi acima. Jamais terei um animal com este nome. Xerife só existiu Um: Ele.



Finalmente, confesso que preciso aprender a deixar de ser egoísta e que foi o Professor Xerife que me ensinou isso. Saudade é um sentimento egoísta... Quem aplica a filosofia Budista em sua vida sabe que isso não é correto. Nossa felicidade não está no outro, mas sim em nós mesmos.



Xerife, sei que nos veremos.

Cuide-se, meu amigo, agora é por você.

Beijo na sua linda alma







Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.

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Em homenagem, aqui posto uma linda foto do verdadeiro companheirinho meu de viagem nesta jornada....
É o Kim que significa ouro em japonês.