quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apego ao Nada (OSHO)


amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.


... O homem aprisionado pelo amor de uma mulher e a mulher aprisionada pelo amor de um homem estão ambos sem condições de receber a preciosa premiação da liberdade. Mas o homem e a mulher que, graças ao amor, tornaram-se uma só pessoa, inseparáveis, indistinguíveis, estão bastante qualificados para receber o prêmio.





de O Livro de Mirdad, de Mikhail Naimy

O Livro de Mirdad é o livro que eu mais estimo. Mirdad é um personagem fictício, mas cada declaração e ato de Mirdad é imensamente importante. Ele não deve ser lido como um romance, mas como uma escritura sagrada, talvez a única escritura sagrada.



E você pode perceber na afirmação acima um vislumbre do discernimento, da consciência, da compreensão de Mirdad. Ele está dizendo: O amor é a única libertação do apego... e você sempre ouviu que o amor é o único apego!



Concordo com Mirdad:



O amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.

Na verdade, o fenômeno do apego precisa ser entendido. Por que você se agarra a algo? Porque tem medo de perdê-lo. Talvez alguém possa roubá-lo. Seu medo é que não possa ter amanhã o que você tem hoje.



Quem sabe o que vai acontecer amanhã? A mulher ou o homem que você ama... Qualquer movimento é possível: vocês podem se aproximar ou podem se distanciar. Vocês podem novamente se tornar estranhos ou podem ficar tão unidos que não seria correto dizer nem mesmo que vocês são duas pessoas diferentes; é claro, existem dois corpos, mas o coração é um só, a canção do coração é uma só e o êxtase os envolve como uma nuvem.



Vocês desaparecem nesse êxtase: você não é você, eu não sou eu. O amor passa a ser tão total, tão grande e irresistível que você não pode permanecer você mesmo; você precisa submergir e desaparecer.



Nesse desaparecimento, quem se prenderá, e a quem? Tudo é. Quando o amor desabrocha em sua totalidade, tudo simplesmente é. O receio do amanhã não surge, daí não surgir a questão do apego, do vínculo, do casamento, de qualquer tipo de contrato e cativeiro.





Osho, em "Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos"

Imagem por YoungLadAustin

OSHO

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Japão detecta radiação em carne; água sob usina está contaminada

O governo japonês detectou nesta quinta-feira a presença de material radioativo em amostras de carne em criações de gado na cidade de Tenei, a 70 km da usina de Fukushima. Horas antes, a operadora do complexo nuclear disse que lençóis freáticos localizados 15 metros abaixo da central contêm 10 mil vezes mais radiação do que o permitido.




Os anúncios chegam no mesmo dia em que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamou por uma reforma nos padrões nucleares globais até o final do ano, durante a primeira visita de um líder estrangeiro ao Japão desde o terremoto e o tsunami que desencadearam o desastre atômico.



O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, apoiou a ideia. "Para evitar a recorrência de um acidente assim, é nossa tarefa compartilhar nossa experiência eficazmente com o mundo", disse ele em entrevista coletiva conjunta.



O Ministério da Saúde japonês disse que desde o início da crise esta é a primeira vez que a carne bovina produzida na região mostrou sinais de contaminação, e a Agência de Segurança Nuclear e Industrial japonesa afirmou que mais testes serão feitos.



Horas antes, a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou ter encontrado altas concentrações de iodo radioativon um lençol d'água situado a 15 metros sob a central nuclear de Fukushima.



O porta-voz da empresa Naoyuki Matsumo disse que a radiação encontrada era "10 mil vezes superior" ao permitido.



"Não há nenhuma dúvida que se trata de uma cifra elevada", destacou, não descartando, no entanto, a possibilidade de que essa taxa seja revista na sexta-feira.



Iodo 131 também foi descoberto em grande quantidade na água do mar, perto da central Fukushima.



A Tepco mediu nesta quinta-feira uma concentração de iodo radioativo 4.385 vezes superior à norma legal.



Trata-se do nível mais importante desde o começo do acidente na central.



IMPOSTO



Mais cedo, o governo japonês anunciou estar considerando criar um imposto especial e emitir títulos especiais para ajudar a financiar a ajuda humanitária e a reconstrução das cidades devastadas pelo terremoto e tsunami no começo do mês, informou o jornal "Nikkei".



As estimativas do governo japonês indicam que o custo econômico da tragédia alcançará 25 trilhões de ienes (cerca de US$ 310 bilhões), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura, o que tornaria o desastre no mais caro já ocorrido no mundo.



O governo está elaborando uma legislação que pede a criação de um imposto especial e títulos. A lei também inclui linguagem mais clara que permitiria ao governo solicitar ao Banco do Japão subscrever títulos do governo, disse o comunicado.



Sob a atual lei fiscal, o Banco do Japão pode subscrever diretamente as dívidas do governo apenas em circunstâncias especiais.



O imposto especial poderia ser estabelecido como um aumento no imposto corporativo ou no imposto sobre vendas, ou um aumento na taxa do imposto de renda, disse o "Nikkei".



O governo pretende apresentar a proposta de lei ao Parlamento até o final de abril.



O governo também pretende compilar diversos orçamentos adicionais para lidar com o desastre, mas o primeiro --provavelmente a ser compilado até o final de abril-- terá como foco medidas urgentes como a retirada de escombros e a construção de casas temporárias.


Folha.com

Auto-acolhimento

Não importa a razão: quando nos sentimos desajustados em nós mesmos, tornamo-nos reféns de nossa própria autocrítica. Muitas vezes, quando passamos alguma vergonha (seja por algum motivo relevante ou não) ficamos presos a um estado interno que nos coloca cada vez mais para baixo. O mesmo pode ocorrer quando somos agredidos ou simplesmente fomos mal atendidos.




Quando o desconforto próprio ou alheio entra dentro de nós, só nos resta cuidar deste mal-estar. Se os outros (ou nós mesmos) nos tratam mal, ainda assim, podemos nos tratar bem! A alavanca para mudar este sistema é saber nos auto-acolher.



Auto-acolhimento é estar disponível para nós mesmos: abrir espaço interior para nos recebermos. Mas, se nossa linguagem interna soar hostil, não iremos querer nos auto-escutar. Naturalmente, se nos sentirmos desconfortáveis, vamos querer cair fora, mas para onde ir quando o mal-estar está instalado em nosso íntimo?

Fonte: Auto-Acolhimento

A primeira coisa a fazer é parar de nos colocar para baixo. Dizer a nós mesmos repetidas vezes: "Ok, isso de fato ocorreu, agora cabe a mim diluir esse impacto, escolho me auto-acolher". Quando agimos assim, acionamos nossa base interna de segurança, pois, passamos a estar disponíveis para nos receber ao invés de nos criticarmos ainda mais.



Auto-acolher-se não quer dizer ser condescendente com os próprios erros. Mas, sim, tratar a nós mesmos com gentileza à medida em que admitimos nossas falhas.



Auto-acolher-se não quer dizer justificar nossa fraqueza como vítimas de consequências injustas. Mas, sim, dar a nós mesmos a chance de nos levantarmos assim que caímos.



Quando pararmos de nos rejeitar, conseguiremos nos aproximar de nós mesmos a ponto de escutar nossas reais necessidades internas. A questão é que muitas vezes estamos tão sobrecarregados pela sensação de não nos sentirmos atendidos, que sequer conseguimos escutar nossos pedidos internos. Mas, à medida em que permanecemos ao nosso lado, mesmo que inconformados com o ocorrido, passamos a nos escutar.



Validar nossas necessidades é outra forma de nos auto-acolher. Depois que reconhecemos o direito de nos darmos algo, agora precisamos agir de modo coerente para recebê-lo. Se quisermos ser respeitados em nossos limites, precisaremos inicialmente ser sinceros para reconhecê-los.



Por exemplo, muitas vezes dizemos sim, quando na realidade queríamos dizer não, simplesmente porque não levamos a sério nossos limites e necessidades. Isso ocorre porque não aprendemos a escutá-los. O medo de lidar com a decepção alheia é um reflexo da incapacidade de nos auto-acolhermos diante de nossos próprios limites!



Portanto, podemos sempre ampliar nossas possibilidades internas na medida em que nos mantivermos em contato com nossa base interior. Esta não é uma atitude egocentrada, na qual o outro não é levado em consideração. Mas simplesmente parte do processo diário do desenvolvimento interior. Sabermos nos respeitar é uma forma saudável de liberarmos o outro de nossas expectativas exageradas.



Quando nos auto-acolhemos, podemos ser quem somos. Livres da pressão interna de corresponder a expectativas que ainda não estamos prontos para cumprir, podemos relaxar e gradualmente gerar novas forças para seguir adiante. Uma vez confortáveis com nossa base interior, podemos nos preparar para receber melhor o outro, seja em sua alegria ou desconforto...


Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.



Email: belcesar@ajato.com.br


domingo, 20 de junho de 2010

" A Busca de Felicidade"

A busca da Felicidade


:: Elisabeth Cavalcante ::



Todo ser humano, sem exceção, anseia pela felicidade. E, infelizmente, para a maioria de nós, ela parece um objetivo quase sempre inatingível.



É claro que para cada um a felicidade terá uma face, muitos a enxergam como a realização de todos os seus sonhos materiais, outras, ao contrário, só acreditam que ela seja possível se vier na forma da realização afetiva.



Não importa a definição, invariavelmente a felicidade depende de fatores e condições exteriores a nós. Por essa razão, nos surpreendemos e muitos até mesmo se mostram indignados, quando lhes dizem que a felicidade independe de qualquer condição exterior, mas é um estado natural, intrínseco ao ser.



Somente aqueles que já experimentaram, ao menos uma vez, o contato com a dimensão espiritual de seu ser, sabem exatamente do que se trata. Tomar consciência do domínio da mente e das emoções negativas que a acompanham, é um passo essencial para que este processo aconteça.



E, ao entrar nesta nova dimensão de nosso ser, resgatamos algo muito valioso sem o qual nenhuma felicidade é possível: a capacidade de amar e aceitar profunda e incondicionalmente a nós mesmos. A menos que o amor se torne nossa natureza predominante, continuaremos acreditando que não somos merecedores de bênçãos.



Esta crença negativa nos levará a aceitar o desrespeito, a exploração e outras formas de violência que o mundo quiser nos impor. Enquanto não nos tornarmos capazes de enxergar todo o potencial que habita em nosso interior, a felicidade continuará a ser apenas um sonho distante.



"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.

Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.

Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro.

E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há necessidade de pedi-lo.

Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade". Osho

( Texto extraído do site: somostodosum)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mara Foroni

Mara Foroni - Efeito Slowly

Minha solidão!

Estou só... e agora?


por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br





Temos muito o que falar sobre solidão. Lembro que já escrevi sobre solidão acompanhada quando nos sentimos sozinhos mesmo estando fisicamente cercados de outras pessoas. Falei recentemente no meu blog sobre vitimismo de algumas pessoas frente à solidão, quando se sentem coitadas por não ter alguém, rejeitadas em seus sonhos. E tudo isso com certeza é muito prejudicial e abala a auto-estima.

Se sentir muito triste por conta da solidão gera muitas situações complicadas. Às vezes, as pessoas nessa sintonia acabam aceitando qualquer coisa num relacionamento para ficar com alguém e com isso terminam por sentir raiva, mágoa e muita carência quando se sentem rejeitados. É comum também depois de se doarem numa relação afetiva mal sucedida, as pessoas se sentirem traídas. Afinal, fizeram tudo para dar certo, passaram por cima de seus valores para se adaptar ao outro e o outro não reconhece, não retribui...

Porém, não podemos esquecer que ninguém é obrigado a nos amar. No entanto, quando desejamos alguém loucamente pode ser que nem nos lembremos disso. Conheço pessoas que não tiveram muitos poderes em forçar a natureza, mas se depararam com frutos complicados dessa atitude, pois ninguém deseja ter uma pessoa triste, mal humorada, cheia de críticas e contrariedade a seu lado. Queremos alguém aberto, que nos acolha e que de alguma forma possamos também ajudar.

Para você, leitor, não dizer que só conto história de amor envolvendo a visão feminina desta vez o protagonista é um homem.



Orlando, um homem de boa aparência, já na meia-idade, olhos profundos e semblante sereno, veio me procurar para entender o que fez em Vidas Passadas e o que estava dentro dele fazendo se repetir um padrão negativo de sua vida. Duas relações e duas traições. Um casamento e um namoro longo.

A sessão de Vidas passadas trouxe o seu sentimento de derrota, mas, em seguida, o cenário se abriu e mostrou uma pessoa ambiciosa que pensava que o fim justificava os meios e as ações. Ele foi um conquistador que deixou a família, para ir em busca de esmeraldas no Brasil-Colônia. Quando infortúnios o seguraram na aldeia, acabou se envolvendo com a filha do governador do local e terminou se casando com a moça largando tudo para trás.

Sua consciência, no entanto, ficou presa na culpa por ter largado mulher e filhos. Nesta vida, ele era um bom homem, honesto, trabalhador. Cuidou dos filhos depois da separação, deu assistência à mulher e sempre tentou se abrir para a vida. No entanto, não podia deixar de se sentir traído pelo destino que lhe trouxe sempre relacionamentos com pessoas interesseiras. E, de fato, nesta vida, a colheita de ações do passado trouxe essa triste energia.



Trabalhamos juntos a mudança de sua vibração; afinal, de nada adiantaria ele continuar se sentindo derrotado, dizendo que as mulheres só queriam o seu dinheiro. Era hora de encarar a solidão como uma purificação, como um tempo em sua vida para se enxergar. Até, então, nas duas histórias, as suas ex-companheiras não eram atrizes perfeitas. Com certeza, ambas em algum momento tinham deixado escapar nuances de sua verdadeira natureza, mas quando alguém não quer ver o óbvio, de nada adianta a família ou amigos alertarem.

Ele parecia ser um homem bom, companheiro, uma pessoa com um jeito simples, direto e bem-humorado. Como sofreu bastante com tudo o que enfrentou, o que lhe faltava agora era a consciência de que tinha que ter coragem de encarar a solidão e dar um tempo, sem tentar logo preencher a ausência de alguém colocando uma outra pessoa em seu caminho.



Nestes momentos que é fundamental ter vida espiritual, pois sempre precisamos de apoio numa crença e em objetivos mais profundos. Assim, deixamos de nos ver como coitados e passamos a nos enxergar como pessoas corajosas aprendendo com a vida.



Confira outros segredos acessando meu Blog: http://mariasilviaporlovas.blogspot.com/



Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.

Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

TEXTO EXTRAÌDO DO SITE: Somostodosum


domingo, 16 de maio de 2010

Chet Baker e Eu!




" Voltando das Cinzas". O Furacão está passando... meio estacionado, mas passando... A vida seria ingloria com tantos momentos ruins e desesperadores e nada de bom, de melhor por esperar. Ainda bem, que o sol nasce lindo, esplendoroso todas as manhãs.
Estou ouvindo... a linda Almoust Blue  de Chet Baker

http://www.youtube.com/watch?v=z4PKzz81m5c&feature=player_embedded


Ele e eu..... Imagino á meia luz,  som tocando e tomando conta do ambiente, o cheiro dele ainda está na casa, na minha cama, a lembrança de suas mãos no meu corpo, o sorriso sério, meio sem jeito, ouvindo minhas besteiras ditas de propósito.... Mão nos meus cabelos, olhares para as pernas...Silêncio no ar, só aquela música ao fundo, Chet e eu!
Me levando á lugares, nunca visitados ou até cansados da minha constante presença, sabores nunca experimentados, cheiros doces, muitas vezes ardidos em nossas vidas, tempo que corre, meia luz, cade você meu amor? Onde está você meu grande amor?
Chet, a noite, á meia luz e eu!
Boa Semana!